quarta-feira, 12 de outubro de 2016

12 De Outubro

Ele tem teu mesmo signo, amor. Teu mesmo gosto musical, mesmo cabelo comprido que eu tanto amava passar a mão. Às vezes ele fala igual você, diz que tenho o sorriso bonito, elogia meu cabelo, tem um abraço apertado igual o teu. Às vezes ele me lembra você, mas ele não é você.
Entenda, descobri essa semana que ainda gosto de você. Tentei fingir que não, que estava tudo bem e que já estava seguindo em frente com a minha vida. Demorou pra aceitar, mas enfim o momento chegou. Foi doloroso, súbito, me deixou sem ar. Lembrei de quando nos conhecemos, da forma como me escolheu, daquele abraço gostoso que deu ao me cumprimentar. Lembrei do nosso último dia juntos, lembro-me que perguntei se só queria a mim, e você disse sim. Me apeguei a este pensamento, mas não deu. Depois daquilo nos afastamos. Queria eu ter dito tudo que sentia antes que fosse tarde demais, dito o quanto te queria e o quanto teu abraço me fazia bem. Houve outra chance, porém, eu teria te dito ali, mas você havia seguido em frente. Fiquei sabendo que ela era de sagitário, e, assim como eu, amante da liberdade. Tinha os mesmos olhos puxados, bochechas salientes e cabelos negros que tanto gostava.
Pelo visto deu certo pra você. Já pra mim...

Tudo ficou sem graça depois disso e, por mais que fosse parecido, ele nunca seria você. Nunca me faria sentir o que senti quando estive com você. Triste, realmente. Ele é muito mais dedicado, me entendeu melhor e até me amou mais que você. Mas, de novo, ele não é você.

sábado, 27 de dezembro de 2014

[Resenha]: A Probabilidade Estatística do Amor à Primeira Vista - Jennifer E. Smith



Editora: Galera Record
Lançamento: 2013
Gênero:  Literatura Juvenil/Romance
Autor: Jennifer E. Smith 


No começo do livro somos introduzidos à Hadley e sua relação com o pai, que foi o que gerou toda a história. Eles têm uma relação complicada porque seu pai deixou sua mãe, foi morar em Londres com outra mulher e agora está prestes a se casar. Hadley é convidada para ser madrinha e, mesmo relutante, sua mãe a convence a aceitar. 
Depois de chegar 4 minutos atrasada e perder seu vôo, tudo o que lhe resta é esperar o próximo e torcer para não se atrasar para o casamento. O que ela não sabe é que se tudo fosse como o planejado ela jamais conheceria Oliver, um britânico fofo que por acaso espera o mesmo vôo que ela. Durante o vôo os dois se conectam e viram amigos, ou mais que isso. 
O que eu amei sobre o livro foi como eles exploraram a relação da Hadley com seu pai, como tudo soou tão real e, claro, como o Oliver a ajudou com isso. Aliás, ele é um fofo, cada vez que lia uma fala dele eu dava risada hahaha
O desenvolvimento da relação deles foi muito interessante, levando em conta que aconteceu tudo dentro de 24h, super fofo e sutil. O lance com o pai do Oliver me surpreendeu bastante, confesso que pensei que o casamento seria do Oliver, nunca imaginei que seria aquilo. Final lindo, foi um amorzinho. 
Esse foi um daqueles livros que me encantou pela capa, toda fofinha e atraente, me pedindo pra ler. Assim que comprei já devorei ele, super leve e rápido de ler, e claro, uma fofura. Pra quem ama um romance, esse é um prato cheio.




Qual a probabilidade estatística de você amar o livro? Bom, eu diria que 100%.

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Sobre: Arriscar-se




Por todas as vezes que eu compartilhei aquelas frases sobre arriscar-se, nenhuma vez pensei que realmente teria que fazê-lo. Na verdade, acho que nunca o fiz. Nunca pulei de cabeça em algo que não tinha certeza, sempre pensei muito antes de fazer as coisas, de dizê-las. Mas agora, perdida em um sentimento de perda, penso que poderia ter feito mais, feito melhor. De todas as vezes que quis e não fiz, senti mas não disse, tudo me volta agora. Teria sido diferente? Teria sido melhor?
 Deixo as coisas me escaparem com uma facilidade que me assusta. E o pior? Assisto tudo ir embora como se não pudesse fazer nada. Mas adivinha... Eu posso, e simplesmente não faço nada. É sempre assim. E as vezes me pego pensando que talvez seja por este motivo que vivo essa bagunça, essa confusão dentro de mim. 
Guardo muitas coisas que deveriam ser jogadas ao vento, desabafadas. E agora tudo o que me resta é o peso do que não foi dito, não foi feito. Hoje peço uma oportunidade para fazer melhor, me esforçar mais... A questão é que as coisas não são quando quero, e sim quando devem. Hoje desabafo em um pedaço de papel, sobre um amor perdido. Um amor que deixei escapar. 

PS: Se arrisque mais!

— Renata Santos

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

[Resenha] 1 Página de Cada Vez - Adam J. Kurtz


Editora: Paralela
Lançamento: 2014 (Brasil)
Gênero:  Sátira e Humor
Autor: Adam J. Kurtz




Apesar de ser considerado como um livro, 1 Página de Cada Vez é como se fosse um diário, um lugar onde você pode desabafar, registrar coisas e momentos, desenhar, etc. A diferença é que a cada página tem uma proposta, em algumas você monta uma lista, em outras deixa uma mensagem para alguém, outras servem pra desabafar, algumas você dá para os amigos, e tem aquelas que são livres para você fazer o que quiser.
Muita gente acha que ele é igual ao Destrua Este Diário por ser um livro interativo, porém a proposta é diferente. Nele você não precisa destruir nada, pra falar a verdade, é como se você construísse um livro sobre você, com suas idéias, desenhos e pensamentos.
O que me encantou de verdade sobre esse livro foi o modo como ele parece entender o leitor, e de vez em quando ainda diz umas coisas pra te animar ou pra te fazer pensar. Ah, e não posso esquecer das checklists fofas que ele tem, em algumas você pode até adicionas itens. Quer ver? 












 Ele já se tornou um dos meus favoritos e confesso que não consegui fazer uma tarefa por dia, você fica tão animada que vai fazendo várias. Se você procura livros nesse estilo, esse é um dos melhores. Ele custa em torno de R$15 à R$20 e super vale a pena, ele tem 368 páginas e serve pra ser usado ao longo do ano. Como o próprio nome diz, uma página de cada vez.

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Como conseguir marcadores de páginas?

  Que atire a primeira pedra o leitor que não é viciado em marcadores de página. Isso mesmo, somos todos culpados. Mas o que muita gente não sabe é que dá pra ganhar um monte deles simplesmente pedindo pras editoras. Como faz isso? É simples, você entra no site da editora, acha a parte do Contato ou Fale conosco e manda um e-mail pedindo. Fácil, não? Depois disso, a editora vai te responder dizendo se poderá ou não enviar os marcadores. Pra facilitar, você pode mandar o seu endereço no e-mail, assim eles já respondem e já te mandam. No caso da editora Novo Conceito, fizeram uma página especialmente para pedido de marcadores (link ali em baixo), é só preencher os dados que eles enviarão os marcadores, o envio é por ordem de chegada.
  Lembrando que não é sempre que eles podem enviar e não são todas as editoras que enviam marcadores, a quantidade e o tempo de resposta/entrega também varia de editora pra editora. Delas, a que manda mais variedades de marcadores é a Editora Record. Aliás, algumas editoras podem inclusive enviar brindes com os marcadores, o que é difícil, mas não impossível. E você se pergunta: Tá, mas o que elas ganham com isso? Simples, divulgação.
  Confesso que há um tempo atrás só tinha um marcador, isso mesmo, um (que vergonha!), mas deixei a vergonha de lado e fui lá pedir. E não é que enviam mesmo?! Para os interessados, vou deixar o site de algumas editoras aqui, e como eu disse, é só enviar um e-mail pedindo.
Para quem não quer pedir, ou tem vergonha, também têm vários modelos de marcadores na internet pra você fazer, imprimir, usar e abusar.






Lindos, né? Então é isso, boa leitura :)

Editoras: Novo Conceito - Editora Rocco - Editora Record - Intrísseca - Companhia das Letras - Galera Record - Nova Fronteira - Paralela

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

[Resenha] Instrumentos Mortais Vol. 6 - Cidade do Fogo Celestial



Editora: Galera Record
Lançamento: 2014 (Brasil)

Gênero: Fantasia Juvenil



Sinopse: ERCHOMAI, Sebastian disse. Estou chegando. Escuridão retorna ao mundo dos Caçadores de Sombras. Enquanto seu povo se estilhaça, Clary, Jace, Simon e seus amigos devem se unir para lutar com o pior Nephilim que eles já encararam: o próprio irmão de Clary. Ninguém no mundo pode detê-lo — deve a jornada deles para outro mundo ser a resposta? Vidas serão perdidas, amor será sacrificado, e o mundo mudará no sexto e último capítulo da saga Os Instrumentos Mortais.



  Cidade do Fogo Celestial é o 6º livro da saga Instrumentos Mortais, da autora Cassandra Clare. Há um tempo atrás escrevi aqui uma resenha do primeiro livro, Cidade dos Ossos. Pra quem ainda não viu, clica aí ;)

 O livro não começa com nossos personagens de costume (Jace, Clary, Simon, etc.), mas sim com os personagens de The Dark Artifices (Os Artifícios das Trevas, em tradução livre), que pra quem não sabe é uma saga em que Cassandra Clare está trabalhando, ela é escrita em um futuro próximo de TMI e conta basicamente a história de dois Caçadores de Sombras que também são parabatai, Emma e Julian. O que posso dizer é que você provavelmente vai amá-los desde o primeiro capítulo.
 O começo do livro nos leva ao dilema de Jace e o fogo que corre em suas veias e como ele e Clary lidam com isso. Logo os primeiros capítulos já são de tirar o fôlego, principalmente com a volta de Sebastian com seu novo exército de Crepusculares, seres transformados pelo Cálice Mortal.
 O livro te prende do começo ao fim, sempre com novas situações e descobertas. Pra quem já ama a série (eu! \o/) vai ficar ansiosíssimo para saber o final. Falando em final, o livro deu um belo desfecho para a série, mas sem deixar de lado a possibilidade de continuação, afinal, é muito provável que alguns personagens de TMI apareçam em TDA, assim como apareceram personagens de TID (Peças Infernais) em TMI. Opa, falei demais?
 Finalizando, pra quem ama aventura, esse livro tem de monte. E pra quem ama os livros da tia Cassie, tâmo junto!

Você pode encontrar o livro em lojas como Submarino, Saraiva, Livraria Cultura, Fnac, entre outras. 

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Você!

Você disse “Oi”; eu respondi. Você não tinha mais cigarros; eu ofereci. Você queria andar; corremos. Você queria beijar; eu também. Você tinha medo; eu não. Você tinha algo; eu não tinha ninguém. Você me beijou. Eu queria beijar; você não sabia mais. Eu queria correr, você fugiu. Eu tinha você; você não queria nada. Eu disse “Oi”; você disse “Adeus”. Eu tenho tantos cigarros; você nem fuma mais. Queria que você ligasse; você não ligou. Queria que você falasse; você se calou. Queria que o tempo passasse; você voou.

- Adiós Esteban

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Primeiro capítulo de Shadowhunters and Downworlders



E aqui está o primeiro capítulo de Shadowhunters e downworlders liberado pela Smart Pop Books. Para saber mais basta acessar o post completo.


INTRODUÇÃO
CASSANDRA CLARE
Existe uma pergunta que todo escritor é intimamente familiar e teme em responder. Onde você tem ideia para seus livros?

Não é porque é uma pergunta ruim. É uma pergunta justa, e não é como se nós não entendemos o porquê nos perguntam isso – claro que as pessoas são curiosas sobre o gênesis de uma ideia! Mas a verdade é que é muito raro que qualquer livro ou série de livros crescem de uma simples ideia. Normalmente ela cresce da mesma forma que um musgo acumula-se numa pedra ou a areia em uma ostra que acrescenta camadas até que é uma pérola. Começa com a semente de uma ideia, uma imagem ou um conceito, e então cresce disso conforme o autor adiciona características, ideias que ele ama, pequenas coisas, pedaços de sua fascinação e interesse, até que ele criou um mundo.

Eu contei a história de “como eu tive a ideia de Cidade dos Ossos”, o primeiro livro dos Caçadores das Sombras, tantas vezes que me preocupo que eu tenha memorizado a história e esquecido a experiência. Então, quando eu sentei para escrever isso, tentei o máximo possível me colocar de volta àquele momento quando a primeira insinuação de algo que poderia eventualmente virar o mundo dos Caçadores das Sombras passou pela minha cabeça.

Eu tinha acabado de me mudar de Los Angeles para Nova York e estava apaixonada pela cidade. Com sua história, com sua energia, com a vida durante o dia e a sua vida noturna. Minha primeira companheira de apartamento era uma artista, com um profundo amor por manga e anime. Ela me apresentou a outra artista amiga dela, Valerie, que trabalhava em um estúdio de tatuagem. Um dia Valerie me levou até o estúdio para me mostrar seu portfolio: era uma série de força diferente, padrões escuros em tinta preta que ela me disse que foram baseadas em runas antigas.

Runas são realmente nada mais que letras dos alfabetos antigos. A parte mais antiga escrita pela lei escandilava, o Codex Runicus, é escrito inteiramente em runas. Eles não têm o poder da magia, mas existe algo muito mágico sobre eles. Eles se parecem com letras de um alfabeto que existe apenas na beira de nossa imaginação: familiar o suficiente para ser letras, mas não familiar o suficiente para ser misteriosa.

Eu também sempre senti que tatuagens e outras marcas no corpo são mágicas – talvez porque eu não tenho nenhuma! Por toda história, tatuagens foram usadas para mostrar status e beleza, lembrar a morte, marcar os excomungados, e – mais útil para minha proposta – proteger seus portadores e dar-lhes força durante a batalha. Quando eu estava ali olhando nos designs da Valerie para tatuagens de runas, eu pensei, E se existisse uma raça de pessoas para quem tatuagens funcionassem de imediato, de um jeito mágico? E se suas tatuagens fossem runas?

Foi a primeira vez que pensei sobre o começo do que poderia eventualmente se tornar Caçadores

das Sombras. Depois de alguns meses, os personagens vieram até mim: Existia uma menina e um menino, separados por um terrível destino, e um melhor amigo, e um feiticeiro festeiro; existiam vampiros e lobsomens, e um fanático do mal que queria a purgação do mundo. E existiam anjos, demônios e outras criaturas mitológicas.

Havia sempre muita discussão entre os acadêmicos em como o folclore difere da mitologia. Sempre fui com a generalização que folclore tende a ser sobre os seres humanos ou criaturas mágicas (fadas, fantasmas, elfos) que vivem lado a lado deles, interagindo com eles e dividindo suas vidas. Mitos, por outro lado, tem que centrar em volta dos humanos para remover da humanidade, geralmente deuses: A estória da queda do Lúcifer da graça é um mito, como é o conto do Zeus recebendo o trovão dos Ciclopes. Eu cresci na fantasia urbana da década de 80, que misturavam criaturas folclóricas, como vampiros e fadas, com a vida urbana do dia-a-dia dos humanos normais. Eu sempre fui atraída pelo folclore, mas igualmente me enamorei pelos mitos, e como o mundo dos Caçadores das Sombras veio retardar a vida, eu sabia que o que eu queria fazer era criar um mundo híbrido mitológico/folclórico onde a presença de criaturas sobrenaturais era explicada pela existência de anjos e demônios, céu e inferno. Portanto, os Caçadores das Sombras (também chamados de Nefilim, baseado na história bíblica do Nefilim, “gigante entre os homens”) foram criados por um anjo. Fadas são filhas de demônios e anjos; feiticeiros são filhos de demônios com humanos. Os contos folclóricos do nosso mundo sobre vampiros, lobsomens, fadas e bruxas ainda detem a verdade, nesse mundo – era apenas que só o nefilim sabia sua verdadeira linhagem como criaturas de origem angelical ou demoníaca.

Tudo isso era um grande amontoado de diversão para desenvolver, mas infelizmente é um mundo, não uma estória. Uma trama, como Aristoteles famosamente disse, é um caracterizado determinantemente pela ação; sem pessoa, sem estória. Eu defini as pessoas em meu mundo: eu sabia que eu queria na história central uma dura e forte menina com um temperamente despreocupado e um grande coração. Então Clary nasceu. Eu queria lhe dar um melhor amigo que sempre estaria lá para ela, desde que o romance de uma grande amizade sempre me fascinou. Junto veio Simon. E sempre amei cabelos loiros com um senso de humor mordaz que usa esse humor como um mecanismo de defesa – e então existia Jace. A brava Isabelle, o pensativo Alec, o zeloso e perdido Valentine, o solidário Luke, o sábio e selvagem Magnus, todos vieram gradualmente, entrelaçando relações entre eles mesmo como eles cresceram.

Um dos maiores desafios quando você está escrevendo um livro onde o mundo é baseado em lendas e é altamente alusivo para mitos e um grande trato com o peso emocional – não é esse o motivo do sobrenome do Valentine, Morgenstern, significar “estrela da manhã”; sua queda da graça é para se espelhar na de Lucifer – é guardando o que está acontecendo nesse nível, que os personagens, se relacionavam. Sempre foi minha intenção com Clary contar a história de uma clássica jornada de uma heroína, onde o herói recebe uma chamada para aventura. (Da Wikipédia sobre monomito: “O herói começa numa situação mundana normalmente onde recebe alguma informação que aje como uma chamada que o desvia para o desconhecido.” De fato, os não-mágicos humanos nos livros dos Caçadores das Sombras são chamados de mundanos, o termo foi emprestado dos meus amigos gamers, que chamam todos que não jogam Dungens and Dragons de “mundano”.) O herói confronta a figura paterna, morre e ressucita ou senão transformado, e atinge seu último objetivo – a menos que a história seja uma trágica. A chamada de Clary para a aventura se passa quando ela volta para casa e encontra um monstro em seu apartamento e precisa lutar para sobreviver.

Os ossos do monomito endureceram porque a história ressoa sem uma parte especial do nosso cérebro que está guardado para lendas. E existem infinitos jeitos de colocar carne sobre esses ossos; apenas como todo humano tem um esqueleto que parece similar, mas um exterior inteiramente diferente, o monomito fornece uma estrutura para estórias que, quando completas, não poderiam ser mais diferentes. Eu tinha apenas dois objetivos quando eu decidi escrever uma estória monomito: que ela não é terrível (dedos cruzados!) e que o centro era com uma heroína, em vez de um herói.

As características dos heróis – imprudência, bravura, dedicação com a causa, disposição de auto-sacrifício, uma certa negligência – são características que frequentemente identificamos nos meninos. Era uma muito divertido dá-las a uma garota. Clary pula primeiro e pergunta depois; Jace, quem serve como um herói secundário, é frequentemente aquele cauteloso, você sabe que está em preblema, o que, esperançosamente, é a parte divertida.

E diversão é o que esses livros tem sido para mim, pelos últimos sete anos, desde que Cidade dos Ossos foi publicado e mais oito livros de Caçadores das Sombras foram publicados. Uma enorme diversão. Embora eu tenha inventado novos mundos desde então, o mundo dos Caçadores das Sombras sempre será querido para mim porque foi meu primeiro. Foram quase dez anos desde que eu entrei no estúdio de tatuagem no East Village e pensei sobre guerreiros mágicos; essa coleção de inteligência, tentativas articuladas me trouxeram de volta a esse momento e aproveitamento de criação desse mundo. Espero que você aproveite lê-los tanto quanto eu tive.



Shadowhunters and downworlders, o que é?

Bom, a um tempinho atrás (tempinho mesmo) eu fiz uma resenha para o blog de Cidade dos Ossos, o primeiro livro da saga Instrumentos Mortais, sei que o livro é o mais antigo é um dos meu favoritos. Hoje vim trazer um pouco mais sobre Instrumentos Mortais, e esse "um pouco mais" que eu digo são informações sobre o novo livro lançado por Cassandra Clare com parceria com alguns outros autores como: Holly Black, Kendare Blake, Gwenda Bond, Sarah Rees Brennan, entre outros...






"A série de Cassandra Clare Os Instrumentos Mortais, uma épica fantasia urbana passada em um mundo ricamente imaginado de Caçadores de Sombras, vampiros, lobisomens, fadas e mais capturou a imaginação e a lealdade de milhares de leitores jovem adulto.
Shadowhunters and Downworlders, editados by Clare (que faz uma introdução ao livro e a cada parte dele), é uma coleção de histórias por autores jovem adulto escrevendo sobre a série e seu mundo."

O livro foi lançado no dia 29 de janeiro nos Estados Unidos, e aqui no Brasil ainda não tem data de lançamento. Confiram o que nossa autora comentou em seu Tumblr uns tempos atrás: 

“O Smart Pop Books disponibilizou a introdução de Shadowhunters and Downworlders, que é uma coleção de contos sobre “Os Instrumentos Mortais” e “As Peças Infernais”. E esses contos foram escritos por escritores maravilhosos, que abordam de tudo, e eu realmente quero dizer “tudo”

No livro vocês lerão:

.Um tutorial cinematográfico explicando o porquê de o melhor amigo (Simon) sempre perder do garoto mal (Jace)
.Os benefícios (sim, estou falando sério!) do incesto… pelo menos na literatura
.O que podemos ler “entre-linhas” da viagem para Europa de Alec e Magnus
.A importância da amizade, arte, humo, e rebilião
.E mais, desde as virtudes dos Seres do Submundo, até o lado indecente dos Caçadores de Sombras


Aparentemente vocês encontrarão muita indecência.

Os contos são (tradução livre):
“Lugares nada-aconchegantes” por Kate Milford
“A Arte da Guerra” por Sarah Cross
“Mais afiado que uma Lâmina Serafim” por Diana Peterfreund
“Quando Leis Foram Feitas para Serem Quebradas” por Robin Wasserman
“Simon Lewis: Judeu, Vampiro, Herói” por Michelle Hodkin
“Porque o Amigo Nunca Fica com a Garota” por Kami Garcia
“Amor Fraternal” por Kendare Blake
“Pedindo por um Amigo” por Gwenda Bond
“(Não Apenas) Para propósitos de Ilustração” por Rache Caine
“A Importância de Ser Malec” por Sara Ryan
“Vilões, Valentine, e Virtude” por Scott Tracey
“Imortalidade e seus Descontentamentos” por Kelly Link e Holly Black
“O que Aquela Meretriz Depravada Pensa que está Fazendo? Ou, Os Caçadores de Sombras Piraram” por Sarah Rees Brennan

A Smart Pop Books também liberou o primeiro capítulo, que foi traduzido pela equipe Idris BR e pode ser conferido aqui: Primeiro Capítulo de Shadowhunters and Downworlders.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

[Resenha]: Instrumentos Mortais Vol. 1 - Cidade dos Ossos (Cassandra Clare)

Editora: Galera Record
Lançamento: 2010 (Brasil)
Gênero: Fantasia Juvenil
Sinopse: Um mundo oculto está prestes a ser revelado... Quando Clary decide ir a Nova York se divertir numa discoteca, nunca poderia imaginar que testemunharia um assassinato - muito menos um assassinato cometido por três adolescentes cobertos por tatuagens enigmáticas e brandindo armas bizarras. Clary sabe que deve chamar a polícia, mas é difícil explicar um assassinato quando o corpo desaparece e os assassinos são invisíveis para todos, menos para ela. Tão surpresa quanto assustada, Clary aceita ouvir o que os jovens têm a dizer... Uma tribo de guerreiros secreta dedicada a libertar a terra de demônios, os Caçadores de Sombras têm uma missão em nosso mundo, e Clary pode já estar mais envolvida na história do que gostaria.

 O que eu achei? Uma única palavra poderia definir: Excelente! Ele é daquele tipo de livro que te prende, que tem ação, aventura, suspense, ah, e não podemos esquecer, amor. A história não envolve só Caçadores de Sombras, também envolve vampiros, lobisomens, fadas, bruxos, demônios e anjos. Ai você pensa: Nossa que confuso! Mas não é, uma coisa que a nossa autora Cassandra Clare conseguiu fazer foi juntar cada parte e cada personagem sem tornar as coisas confusas.
 O livro começa com Clary e Simon, seu melhor amigo, indo à uma boate local chamada Pandemônio. Chegando lá, Clary presencia um assassinato cometido por três adolescentes, com medo e confusa, Clary conta a Simon e pede para ele chamar os seguranças, sem sucesso. Ela então resolve saber o que está acontecendo, e é ai que ela descobre que somente ela pode vê-los, o que os deixa igualmente surpresos. Ao questioná-los sobre o porque de estarem fazendo aquilo ela descobre que na verdade quem eles haviam assassinado era um demônio, e não um humano. E que eles eram uma raça de nephilins, chamados Caçadores de Sombras, com a missão de matar demônios para a proteção de todos. Pensando ser apenas coisa de sua cabeça, ela volta pra casa, mas o que ela não sabia é que aquilo era só o começo.
 Quando em outra ocasião ela encontra Jace, um dos Caçadores de sombras, ela percebe que algo está errado. Após receber uma ligação assustada da mãe ela volta para casa e encontra tudo destruído e sua mãe sumida, e pra completar, um demônio Ravener. Depois de muito lutar por sua vida ela acaba desmaiando e sendo salva por Jace. 
 Acordando em um lugar desconhecido e com pessoas à sua volta, ela acaba por descobrir que está no Instituto, uma antiga Igreja que serve como lar para os caçadores de sombras. Com o tempo, ela descobre que eles não são tão maus assim, e que talvez ela estivesse equivocada no dia em que os conheceu. Preocupada com o sumiço de sua mãe, ela resolve procurar Luke, o melhor amigo de sua mãe, que também é uma figura paterna para Clary. Ao ser ignorada e rejeitada por ele, ela acaba por pensar que ele não era realmente quem parecia. 
 Percebendo que uma guerra está por vir, graças à volta de Valentim, um antigo nephilim inimigo da Clave (o conselho do mundo sobrenatural) que tinha sido presumido morto, os nephilins resolvem investigar, descobrindo que não apenas ele tinha voltado, mas também tinha um plano para a erradicação dos downworlders (criaturas mágicas) e purificação do mundo. Descobrindo mais conexões entre o sumiço da mãe de Clary e Valentim do que eu possa falar nessa resenha, o livro acaba com um desfeche interessante e inesperado, que nos dá vontade de sair correndo para o próximo volume, só para desvendar os acontecimentos. Confesso que no final tive vontade de matar nossa Queen Cassie, mas pra tudo deve-se ter paciência.
 Ao longo do livro, Clary vai à procura de sua mãe juntamente com Jace, Isabelle, Alec, e até mesmo Simon, que nesse ponto já sabia de sua existência. Ao conhecer o Alto bruxo do Brooklyn, Magnus ela descobre que sua mãe pode não ser quem ela realmente pensa. 
 Muitas relações de amor e ódio se formam ao decorrer do livro, o que o torna muito melhor. E eu não posso esquecer de mencionar os personagens, que são muito bons. Alec e seu ciúme, Isabelle e sua beleza e sagacidade, Simon com sua amizade e brincadeiras, e não podemos esquecer de Jace, o típico bad boy sarcástico, que ao longo do livro nos tira vários suspiros. 



 Já li todos os livros da saga já lançados, e resolvi fazer essa resenha para retomar meu blog, assim como para trazer mais fãs para a saga, que aliás, vale muito à pena. Na minha opinião, cada centavo gasto com sabedoria. Instrumentos mortais já se tornou minha série preferida de livros (estou ansiosa por Cidade do Fogo Celestial), prova disso é que tenho uma página no Facebook inteiramente para a série. Gostei dele especialmente por ter bastante ação, não só em Cidade dos Ossos, mas também em suas sequências, o que acho ótimo (odeio livros sem muita ação, me deixa depressiva). Então a minha dica é: Leia! Digo isso sem medo de errar. 

 Bom, então é isso. Espero que tenham gostado do meu resumo, foi a primeira resenha que eu fiz, então me deem um desconto rsrs qualquer dúvida deixem no comentário, beijos e boa semana ♥